Se nos bastidores a pergunta sobre novos nomes já circula, outra inquietação começa a ganhar volume: o deputado estadual Taveira Júnior terá fôlego para a reeleição em outubro?
O cenário, desta vez, não é dos mais confortáveis. Diferente de outras disputas, Taveira entra no jogo sem um ativo que costuma pesar muito nas urnas: o apoio da gestão municipal de Parnamirim. Em política, máquina não é tudo, mas ajuda — e muito — na articulação, no território e no discurso.
Sem esse respaldo, o deputado precisará fazer o que poucos conseguem: transformar capital político próprio em voto real. É o teste da rua, do corpo a corpo e da capacidade de manter bases vivas sem o empurrão institucional.
A conta é simples: enquanto adversários caminham com estrutura, Taveira terá que compensar com presença, alianças alternativas e narrativa forte. Caso contrário, corre o risco de ver o mandato escorrer pelos dedos no meio de uma disputa cada vez mais inchada e competitiva.
A pergunta que fica não é se ele vai disputar. Isso é certo. A dúvida real é outra:
disputa em igualdade ou corre atrás do prejuízo?
Outubro não perdoa improviso. E, sem o apoio da gestão municipal, Taveira Júnior entra no pleito com menos margem para erro e mais necessidade de mostrar que o mandato tem peso além da caneta.
Na política, reeleição não é direito adquirido. É prova diária de sobrevivência.



