Eudiane Macedo alerta para “tragédia silenciosa” do vício em apostas online

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A escalada do vício em jogos e apostas virtuais e suas consequências para a estrutura familiar motivaram o discurso da deputada Eudiane Macedo (PV), durante a sessão plenária desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa. A parlamentar classificou o cenário atual como uma “tragédia silenciosa” que tem resultado em casamentos desfeitos, falências e casos severos de depressão e suicídio no Rio Grande do Norte.

De acordo com a legisladora, o problema é potencializado pela publicidade ostensiva em redes sociais e transmissões esportivas, especialmente em períodos de grande apelo popular como a Copa do Mundo. “O vício em apostas não é uma diversão, é uma doença grave que adoece a mente e devasta a dignidade humana”, afirmou Eudiane, ressaltando que o ambiente de euforia do futebol serve frequentemente como “gatilho” para o endividamento de jovens e pais de família.

Como resposta a esse cenário, a deputada enalteceu o pioneirismo do Estado na implementação do Apost RAPS, voltado ao atendimento de pessoas com dependência em jogos e apostas esportivas. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e o Ministério da Saúde, oferecendo suporte psicossocial especializado para o transtorno do jogo por meio de uma parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês.

Eudiane detalhou que o projeto piloto já está em funcionamento em 13 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), distribuídos por todas as regiões de saúde do território potiguar. O modelo de atendimento prevê acolhimento presencial e suporte por teleconsulta com especialistas da unidade hospitalar parceira. Além disso, a parlamentar destacou o aplicativo Meu SUS Digital como uma porta de entrada “discreta e sigilosa” para quem busca auxílio.

Ao citar alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a deputada reforçou que a dependência em apostas deve ser encarada estritamente como uma questão de saúde pública. “O vício não é falta de vergonha, é uma patologia, e patologia se trata com medicina, psicologia e respeito”, defendeu a parlamentar.

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