Deputados decidem pela saída de Dilma Rousseff

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Com a maioria dos votos a favor da saída da presidente Dilma Rousseff, a Câmara dos Deputados Federais decidiu por encaminhar o processo de impeachment ao Senado Federal. Com isso fica agora nas mãos do senado o futuro político do País.

Uma coisa é certa: os tempos difíceis não acabarão rapidamente. Com Dilma ou Michel Temer (PMDB) no comando do país, a tendência é que o governo federal continue enfrentando obstáculos na economia e na aprovação de projetos impopulares no Congresso. Outra fonte de instabilidade política, a Operação Lava Jato também deve continuar assombrando.

o Brasília, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Entenda os próximos dias

O processo será julgamento no Senado, e também precisará da adesão de dois terços dos membros (54 do total de senadores). A sessão é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e precisa ocorrer em até 180 dias depois que chega no Senado, período pelo qual o presidente fica afastado do cargo.

Se Dilma sofrer o impeachment, ela perde o mandato e fica impedida por oito anos de se candidatar a qualquer cargo, como aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor. Se Temer por alguma razão também for afastado durante a primeira metade do mandato (no caso até o fim de 2016), serão convocadas novas eleições.

De qualquer forma, o próximo na linha de sucessão de Temer enquanto as eleições acontecem é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Se Cunha também sair, seja por renúncia ou afastamento por impeachment, quem assume é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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