Pesquisas de intenção de voto agitam política em Parnamirim

Haja pesquisas! No curto espaço de vinte dias, três pesquisas de intenção de voto para prefeito em 2016 sacudiram a política em Parnamirim. Resultados distintos, polêmicas e números contraditórios apimentaram os debates.
O primeiro dos levantamentos foi realizado pelo Instituto Seta e divulgado no dia 10 pelo programa RN Acontece, da BAND Nordeste.
Na pesquisa espontânea, o deputado estadual Carlos Augusto Maia (PTdoB) apareceu em primeiro lugar, com 12,5% das preferências, seguido do então também deputado Agnelo Alves (PDT), ex-prefeito da cidade, e do secretário de Obras Naur Ferreira (PSB) – ambos com 2,3%. Em quarto lugar, surgiu o presidente da Câmara Municipal, vereador Ricardo Gurgel (PSB), com 1,8% das citações. Na sequência, o prefeito da cidade, Maurício Marques (PDT), que não pode concorrer à reeleição, com 1,3%. Abaixo de 1% das intenções, apareceram os vereadores Gildásio Figueiredo (PSDB), Irani Guedes (PRB) e Prof. Giovani Júnior (PSD), além do ex-deputado Gilson Moura, do professor Tita Holanda (PSOL) e de Tibinha.
Na estimulada, quando os nomes dos potenciais candidatos são apresentados, a situação mostrada pela Seta pouco mudou. Na liderança, continuou o deputado Carlos Maia (com 19,9%), seguido de Naur Ferreira, com 9,9%, e Ricardo Gurgel, com 6,8%. Em quarto, estava o vereador tucano Gildásio Figueiredo, com 3,1%.
A segunda da série de pesquisas divulgadas foi a do Instituto Consult, contratado pelo blog de Marcos Dantas. No levantamento, feito pela metodologia estimulada, divulgado no dia 25, foi Ricardo Gurgel (PSB) que apareceu com a preferência do eleitorado, com 18,8% das citações. Em segundo lugar na pesquisa, apareceu Carlos Augusto Maia, com 12,4% das preferências. Em terceiro, Naur Ferreira (PSB), com 7,6% das citações.
Na mesma pesquisa, só que num cenário incluindo a vereadora Elienai Cartaxo (PMDB), os dados se alteram. Ricardo Gurgel continua liderando, com 14,8%. Em segundo, Carlos Maia tem 11%; em terceiro, Elienai computa 6,6%; e empurrado para a quarta posição, Naur surge com 6% no levantamento Consult/Marcos Dantas.
Por fim, a última pesquisa, realizada pela Perfil, foi divulgada pelo blog Visor Político na segunda-feira (29). Na pesquisa estimulada, Ricardo Gurgel também lidera, a exemplo do levantamento da Consult, com 15,8%. Em segundo, Carlos Maia tem 11,6%; em terceiro, Gildásio Figueiredo tem 7,4%; na quarta posição, Naur Ferreira computa 7%; seguido de Elienai Cartaxo, com 6,6%, e do ex-vice-prefeito Epifânio Bezerra, com 3,6% das preferências.
POLÊMICAS E ANÁLISES
O primeiro questionamento efetuado por lideranças políticas da cidade foi o resultado da primeira pesquisa, desenvolvida pela Seta e divulgada pelo RN Acontece. Surpreendeu o fato de o então deputado Agnelo Alves (ainda vivo) aparecer na segunda colocação, com tímidos 2,3%, empatado com Naur Ferreira, que tenta viabilizar sua candidatura. Isso porque era unânime entre analistas que Agnelo Alves, ativo politicamente na cidade, era o maior líder e eleitor do município, tendo sido prefeito por dois mandatos e deixado a prefeitura com ampla aprovação.
Em entrevista ao programa “Na Redação do PN” nesta semana, o prefeito Maurício Marques, apadrinhado político de Agnelo, afirmou ter recebido a pesquisa de forma cética, pois, segundo ele, há “pesquisa de instituto sério” que coloca Agnelo em uma posição muito mais privilegiada. Isso, claro, quando os levantamentos foram realizados antes do falecimento do ex-prefeito, a exemplo da pesquisa Seta.
Sobre o mesmo levantamento (o primeiro deles), o presidente da Câmara, Ricardo Gurgel, sugeriu que a pesquisa serviu a interesses de “alguém fragilizado”. Exceto o estudo da Seta, Ricardo aparece liderando as demais pesquisas (internas ou divulgadas).
Em segundo lugar, chamou a atenção o número de pessoas indecisas ou que afirmaram não querer votar em nenhum dos potenciais candidatos apresentados. Analistas creditam os altos índices a dois fatores: o desinteresse das pessoas pela política e o distanciamento do pleito, que será realizado apenas daqui a 1 ano e 3 meses.
Efetuando uma média dos levantamentos, o índice de eleitores indecisos ou que afirmaram não ter interesse de votar em nenhum dos candidatos chegou à faixa expressiva de 50% dos entrevistados.

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