Bitcoin bate R$ 200 mil com impulso de grandes fundos globais e gestoras

Em menos de um mês, o bitcoin saiu de US$ 19 mil (R$ 104,6 mil) para US$ 40 mil (R$ 220 mil) no início de 2021. No sábado (9), foi a US$ 40,858,59 (R$ 224,8 mil), segundo dados da Bloomberg, batendo um novo recorde. Nesta terça-feira (12), a criptomoeda valia, às 17h15, US$ 34.103,54 (R$ 181,5 mil), uma queda de 16,5% em relação ao recorde, após realização de lucros de investidores. Segundo analistas do mercado, a recente valorização é fruto do aporte de grandes investidores institucionais, como o fundo Renaissance Technologies e as gestoras AllianceBernstein e Guggenheim Partners.

Com a abundante liquidez provida pelos principais bancos centrais do mundo para combater os efeitos econômicos do coronavírus, aumentam os recursos à disposição para investimento. No cenário de juro baixo, dólar pressionado pelo crescente gasto do governo americano e Bolsas de Valores em patamares recordes, as criptomoedas ficam mais atrativas. Gestores de destaque em Wall Street também investem na moeda, como os americanos Paul Tudor Jones, Stanley Druckenmiller e Bill Miller.

Warren Buffett, por outro lado, é um dos críticos ao bitcoin. Em entrevista à rede de televisão americana CNBC em 2019, ele disse que ela é “uma ilusão, basicamente.”

Com a pandemia de Covid-19, o bitcoin passou a ser visto como um um hedge (transação compensatória que visa proteger contra prejuízos na oscilação de preços) contra a inflação e uma alternativa ao dólar depreciado. “Muita gente do mercado tradicional pulou a cerca ou pelo menos colocou um pé no mundo das criptomoedas”, afirma João Marco Braga da Cunha, gestor da Hashdex.

Em 2020, a moeda americana perdeu 7,30% de seu valor ante as principais divisas globais, enquanto o bitcoin teve valorização de 300%. Os pacotes de estímulo econômicos nos EUA aumentam as perspectivas de alta na inflação do país, e economistas consultados pela Bloomberg afirmam que a expectativa mediana é de alta de 1,2% em 2020, 2% em 2021 e 2,1%. “A tese de que o bitcoin é uma defesa para o risco inflacionário ganhou muita força” diz Cunha.

Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia de coronavírus em 11 de março de 2020, o bitcoin vive um rali, se valorizando 343%. Outro fator para a forte alta é que o bitcoin é finito e sua emissão está perto do fim. Na sua criação, estabeleceu-se que podem haver apenas 21 milhões de bitcoins. “Estamos próximos de 90% disso. O bitcoin é muito valioso por sua escassez. Cerca de 80% do que já foi emitido não está sendo movimentado, está sob custódia”, afirma Safiri Felix, conselheiro da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia).

(Com Reuters)

Leia matéria completa na Folha.

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