Cientista diz ter descoberto evidência inequívoca sobre a tumba de Jesus

0
1

u assunto que até hoje gera um bocado de polêmica é o possível local no qual Jesus Cristo teria sido sepultado. Afinal, se os restos mortais algum dia forem encontrados, a descoberta contradiria a história da ressurreição, um dos principais pilares centrais da fé cristã. Contudo, na década de 80 uma câmara descoberta em Talpiot, Israel, ficou conhecida como a “Tumba Perdida de Jesus”, já que seria o suposto local onde a família de Jesus teria sido sepultada.
De acordo com Adam Withnall do portal The Independent, a sepultura guardava os corpos de nove pessoas no total. Entretanto, o que levou os pesquisadores a associar o local com Cristo foi o fato de as caixas contendo os ossos indicarem que os ocupantes eram “Jesus filho de José”, “Judas, filho de Jesus”, “Maria” — que, neste caso, seria Maria Madalena, suposta esposa de Cristo —, bem como outras figuras associadas com o Novo Testamento.
Segundo Tia Ghose do site Live Science, na época de Cristo as pessoas eram sepultadas em sudários e, uma vez os corpos se decompunham completamente, os ossos frequentemente eram guardados em caixas de calcário conhecidas como ossuários. Quando a notícia sobre a descoberta da tumba foi divulgada, ela provocou uma enorme onda de discussões — e inclusive acabou virando tema de um documentário produzido por James Cameron em 2007.
As análises dos ossos e as inscrições descobertas levaram alguns pesquisadores a sugerir que a descoberta da tumba aponta que Jesus teria sido casado e teve um filho, e a existência do corpo indicaria que a ressurreição nunca aconteceu. Por outro lado, para os céticos os nomes inscritos nas caixas eram bastante comuns na época de Cristo, e nem todos estão relacionados diretamente com a família de Jesus.
Pois em 2002, uma décima caixa apareceu, trazendo a inscrição “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. A relíquia pertencia a um colecionador chamado Oded Golan, que estava em posse do ossuário desde os anos 70. Entretanto, apesar de a caixa potencialmente apoiar a suspeita de que a tumba de Talpiot era da família de Cristo, a Autoridade de Antiguidades de Israel acusou o colecionador de fraudar a inscrição.
Segundo o órgão, Golan teria forjado o texto “irmão de Jesus”, e a acusação acabou por abalar ainda mais as alegações relacionadas com a autenticidade da sepultura. O caso deu origem a uma longa batalha judicial, e em 2012, um juiz israelense finalmente determinou que a inscrição não era uma falsificação, já que não foram encontradas provas para sustentar a denúncia.

Agora, de acordo com Isabel Kershner do The New York Times, o geólogo Aryeh Shimron, que está envolvido no estudo da tumba desde a sua descoberta, afirma ter encontrado uma evidência virtualmente inequívoca de que a sepultura de Talpiot realmente foi o último local de descanso de Jesus.
Segundo Shimron, análises geoquímicas conduzidas a partir de amostras coletadas no interior da tumba e da caixa de Tiago revelaram que o ossuário passou boa parte de sua existência no interior da câmara de Talpiot.
Os estudos — supervisionados de perto pela Autoridade de Antiguidades de Israel — foram realizados com base no fato de as relíquias terem permanecido soterradas após um terremoto chacoalhar Jerusalém no século 4. Shimron explicou que as caixas foram enterradas por um tipo de material com uma composição química muito específica, e o ossuário de Tiago foi inequivocamente coberto por esse mesmo material.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui