RN perde a liderança na taxa de desemprego

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O Rio Grande do Norte já não é mais o primeiro estado brasileiro com a maior taxa de desemprego, mesmo que o índice tenha subido 0,1 ponto percentual no trimestre abril/maio/junho. Agora o estado apresenta a terceira maior taxa, segundo a  pesquisa divulgada ontem (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo apontou que o índice potiguar ficou praticamente estável, passando de 11,5% para 11,6%.  Além disso, a pesquisa mostra que os homens têm perdido mais postos de trabalho do que as mulheres e em todo o país a taxa de desemprego alcançou a marca de 8,3%, a maior da série histórica, iniciada em 2012.

A estimativa da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD-Continuada) do IBGE é de que cerca de 2 mil potiguares ficaram sem emprego no período analisado, levando a população desocupada ao patamar de 177 mil.

No segundo trimestre de 2014 (abril, maio e junho) e nos primeiros meses deste ano (janeiro, fevereiro e março) o índice de desocupação – que inclui empregos formais, informais, autônomos e empreendedores – no Rio Grande do Norte era de 11,5 (175 mil). Este era o maior índice registrado no país. Entre abril, maio e junho deste ano, a situação na Bahia e Alagoas piorou com taxas de 12,7 e 11,7 respectivamente, ultrapassando o estado.

Contudo, o coordenador geral do IBGE no Rio Grande do Norte, José Aldemir Freire, alerta que ainda não há razão para comemorar. “Nossa taxa já era ruim. Só não ficou pior. Nos mantivemos na mesma situação, praticamente. Mas não houve tanta degradação como nos outros estados”, diz.

Segundo Freire, o segundo trimestre costuma apresentar melhores resultados que prosseguem nos trimestres seguintes com as contratações temporárias nos setores da agropecuária e comércio. “A grande incógnita dentro do contexto macroeconômico é o que vai acontecer, se vamos nos manter estáveis ou seguir a tendência de reduzir essa taxa”, avalia.

Aldemir relata que nos últimos 12 meses o setor público foi o grande responsável por “segurar” postos de trabalho. Enquanto os outros setores desempregavam, o setor público acolhia. Um dado interessante é que a taxa de desocupação entre homens e mulheres se igualou, quando o normal é que a dos homens seja menor.

Ambos apresentam uma taxa de 11,5% de desemprego, o que representa 100 mil trabalhadores do sexo masculino e 78 mil do sexo feminino. No início de 2012, quando começou a série histórica, o desemprego entre os homens apresentava um índice de 9,6% e de 14,3% para as mulheres.

A explicação para a falta de emprego ter afetado principalmente os trabalhadores homens está nos setores que mais fecharam postos de trabalho. “Deve-se a área que geralmente ocupam mais homens como a agropecuária, na plantação de cana de açúcar, por exemplo, e a construção civil, que foram os mais prejudicados”, avalia Aldemir Freire. Estima-se que, com a seca dos últimos anos, o setor agropecuário fechou 48 mil postos de trabalho. Já a construção civil desempregou 59 mil.

A taxa de desemprego cresce ainda na medida em que aumenta a força de trabalho no mercado, ou seja, pessoas que estão à procura de emprego. Esse contingente cresceu em 1,5% em um ano, o equivalente a 20 mil novas pessoas a procura de emprego no estado. A procura por emprego é frustrada pela falta de vagas. A população ocupada no estado foi de 1,3 milhão entre abril, maio e junho deste ano.

Outro fator avaliado pela pesquisa do IBGE é o rendimento real que amargou uma queda de 0,8% no estado em relação ao início do ano. Atualmente essa renda é de R$ 1,385. No primeiro trimestre era de R$ 1.387. Frente ao mesmo período do ano passado, a média de vencimentos teve uma evolução de 4,7%, já que naquele período a renda média era de R$ 1,323.

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