Nova geração de drones tem câmeras modernas de altíssima resolução

Quando se popularizaram por aqui, há cerca de cinco anos, os drones eram basicamente uma geringonça que se resumia a uma caixa de metal com bateria, sensor, pequena câmera e quatro hélices. Perto desses “ancestrais”, alguns modelos da atualidade se parecem com supermáquinas. Há desde aparelhos com múltiplas câmeras de alta resolução e capacidade de filmagem até os que se movem de acordo com o movimento das mãos.

Os preços podem chegar a 85 000 reais. O número de empresas que trabalham com o equipamento mais que dobrou desde 2012, entre lojas especializadas na venda e companhias de setores variados que utilizam as engenhocas para alguma finalidade. “Atualmente são cerca de 350 na capital”, calcula Emerson Granemann, organizador da feira DroneShow, dedicada ao tema. No comércio, um dos maiores pontos do país é a Drone Store, na Casa Verde, Zona Norte. Aberta em 2013, foi criada pelo aeromodelista Luis Neto.

Ganhou reconhecimento no setor após se tornar no mesmo ano a distribuidora oficial da fabricante chinesa DJI, uma das maiorais do mundo no negócio. “No passado, a função principal dos equipamentos era capturar imagens”, diz Neto. “Hoje, eles também fazem tarefas específicas, como aplicar defensivos agrícolas.” Sua loja vende, em média, oitenta modelos por mês e registra crescimento de 100% ao ano. Estima-se que o faturamento seja de pelo menos 2 milhões de reais ao ano.

Uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estipulou medidas de segurança, como a distância a que os drones devem se manter de pessoas (30 metros) e a idade mínima para pilotar (18 anos). “Até agora, o serviço era feito de maneira amadora e muita gente evitava trabalhar com o aparelho. Com a regulamentação, o mercado deve voar ainda mais alto”, prevê Granemann.

 

 

Fonte: Veja

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